Medina acredita nos 90 minutos contra o Flamengo na volta da semifinal da Libertadores

Alexander Medina destaca a confiança do Estudiantes antes da partida de volta da semifinal da Libertadores contra o Flamengo, apesar da dúvida sobre Marcos Rojo.
Em entrevista concedida nesta terça‑feira (20), Alexander "Cacique" Medina, técnico do Estudiantes, expressou otimismo ao se preparar para a partida de volta da semifinal da Copa Libertadores contra o Flamengo, que será disputada no Maracanã. O treinador ressaltou a trajetória disciplinada do clube argentino e enfatizou que a decisão dependerá dos 90 minutos de jogo.
Desenvolvimento
Medina destacou que o Estudiantes chegou à semifinal com um conjunto de jogadores que souberam combinar garra e organização tática ao longo das fases anteriores. "Nossa campanha foi construída com trabalho, união e muita vontade. Agora são 90 minutos para sonhar, e acreditamos que podemos fazer história contra um adversário de enorme tradição como o Flamengo", afirmou o treinador. Ele ainda apontou que a equipe está focada em manter a solidez defensiva e explorar a velocidade dos atacantes nas transições rápidas.
Um ponto que permanece incerto é a condição física de Marcos Rojo, zagueiro experiente que tem sido peça chave na defesa do Estudiantes. Medina admitiu que ainda não há clareza sobre a participação do jogador na decisão, mas garantiu que o grupo está preparado para lidar com a ausência caso seja necessário. "A dúvida sobre o Rojo é algo que acompanhamos, mas nossa preparação não depende de um único atleta", disse.
O técnico também elogiou a capacidade do Flamengo de impor seu estilo de jogo, reconhecendo a tradição e a qualidade do clube carioca. Apesar disso, Medina acredita que o Estudiantes tem ferramentas para surpreender, sobretudo nos momentos de bola parada e nas jogadas individuais que podem mudar o rumo da partida.
Com a partida marcada para o próximo fim de semana, o clima nos vestiários do Estudiantes é de concentração máxima. O treinador reforçou que a mentalidade da equipe será de “fazer a diferença nos minutos finais”, uma estratégia que tem sido eficaz em confrontos de alta pressão nas edições recentes da competição.
Contexto histórico
O Flamengo chegou à semifinal da Libertadores com um histórico de três títulos conquistados (1981, 2019 e 2022) e uma presença constante nas fases avançadas da competição nas últimas temporadas. Nas últimas duas edições, o clube chegou à final, perdendo para Independiente del Valle em 2023 e vencendo o Palmeiras em 2022. Essa trajetória coloca o Flamengo entre os maiores vencedores da história recente da Libertadores.
Por outro lado, o Estudiantes tem tradição na competição sul‑americana, sendo campeão em 1968 e 2009. Nas últimas duas décadas, o clube argentino tem mantido uma presença regular nas fases de mata‑mata, consolidando-se como um adversário respeitável para equipes brasileiras.
Impacto na temporada
Uma vitória do Estudiantes levará o clube à final da Libertadores, garantindo ao time argentino a chance de disputar o título continental e, potencialmente, influenciar a classificação para a Copa do Mundo de Clubes. Para o Flamengo, avançar significa a oportunidade de acrescentar mais um troféu ao seu extenso currículo e manter a pressão sobre os rivais no Campeonato Brasileiro, que segue com a disputa pelo título nacional.
Perspectiva
Os próximos dias serão decisivos para definir a escalação final do Estudiantes, sobretudo em relação à situação de Marcos Rojo. Os torcedores e analistas acompanharão de perto as informações médicas e as estratégias de treinamento divulgadas pela comissão técnica. Independentemente do resultado, o duelo promete ser um dos confrontos mais intensos da fase de mata‑mata da Libertadores deste ano, com ambos os lados buscando consolidar seu legado no cenário continental.



