Flamengo pode perder R$400 milhões fim das apostas, alerta Bap

Presidente do Flamengo, Bap, avisa que a nova MP sobre apostas esportivas pode custar R$400 milhões ao clube, sem solução viável.
Lide
O presidente do Flamengo, Bap, informou que a Medida Provisória (MP) prevista para ser assinada nesta sexta‑feira, 25, traz regras que podem extinguir as apostas esportivas no futebol brasileiro. Segundo o dirigente, a medida pode representar um prejuízo de cerca de R$400 milhões para o clube.
Desenvolvimento
A MP, ainda em fase de votação no Congresso, pretende regulamentar o mercado de apostas esportivas, estabelecendo limites de operação e exigindo licenças mais restritivas. O texto prevê, entre outras coisas, a proibição de parcerias entre clubes e plataformas de apostas, o que impactaria diretamente os contratos vigentes que geram receitas importantes para a maioria das equipes.
Para o Flamengo, que tem se destacado como um dos maiores receptores de recursos provenientes das apostas, a mudança representa um risco financeiro significativo. O clube já contabiliza parte desses valores em seu planejamento orçamentário, destinando‑os a reforços de elenco, manutenção de estrutura e projetos sociais. A perda estimada de R$400 milhões, citada por Bap, corresponde a quase 20 % da receita total prevista para o exercício.
O dirigente ressaltou que, até o momento, não há alternativa viável que compense o impacto. As negociações com operadoras de jogos já estão em fase avançada, mas a nova legislação poderia tornar inviáveis os acordos já assinados ou impedir a renovação de contratos futuros.
Especialistas apontam que a MP pode gerar um efeito cascata no mercado, reduzindo investimentos não apenas no Flamengo, mas em toda a liga brasileira. A diminuição de recursos pode levar clubes a reavaliar contratações, ajustar salários e rever estratégias de longo prazo.
Contexto histórico
Nas últimas temporadas, o Flamengo consolidou-se como um dos clubes que mais se beneficiaram da parceria com empresas de apostas esportivas. Esse segmento tem sido essencial para equilibrar o orçamento, permitindo ao clube manter um elenco competitivo tanto no Campeonato Brasileiro quanto na Copa Libertadores.
Historicamente, a relação entre clubes e apostas evoluiu após a legalização parcial das apostas em 2018, quando diversas equipes firmaram acordos que ampliaram receitas não‑tributárias. O Flamengo, por ser um dos clubes de maior alcance de público, tornou‑se referência nesse modelo de negócio, o que intensificou a dependência desses recursos.
Impacto na temporada
Se a MP for efetivada nos termos atuais, o Flamengo enfrentará um déficit que pode comprometer investimentos para a reta final do Brasileirão, bem como para a fase decisiva da Libertadores e a Copa do Brasil. A falta de recursos adicionais pode limitar a capacidade de reforçar o elenco, impactar a renovação de contratos de jogadores-chave e reduzir a margem de manobra financeira diante de despesas operacionais.
Perspectiva
Nos próximos dias, o clube acompanhará de perto o trâmite da MP no Congresso e avaliará possíveis medidas de mitigação, como a busca por novos patrocinadores ou a renegociação de dívidas. A diretoria também deve manter a comunicação transparente com sócios e investidores, reforçando a importância de estratégias de longo prazo para enfrentar o cenário fiscalizado pela nova legislação.
