FUTEBOL
Flamengo, Fluminense e Botafogo defendem o futuro das apostas esportivas em audiência no STF
📅 03/11/2026, 12:39:22📰 extra_globo

Os três grandes clubes cariocas compareceram ao Supremo Tribunal Federal em Brasília para expor os impactos financeiros da proibição das apostas esportivas, apresentando seus argumentos ao ministro relator Luiz Fux.
Nesta terça‑feira, Flamengo, Fluminense e Botafogo marcaram presença no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, para participar de uma audiência pública que discute a MP 1.394/2026, que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Os representantes dos três gigantes do futebol carioca foram os primeiros a se pronunciar diante do ministro Luiz Fux, relator das ações que contestam a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro.
A sessão, que se estendeu das 10h às 17h30, contou ainda com a presença de oito outros clubes – entre eles Grêmio, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians – além da CBF, do COB e de 34 representantes de órgãos públicos, entidades esportivas e empresariais. Cada participante teve dez minutos para expor seus argumentos, que giraram em torno dos prejuízos econômicos e da insegurança jurídica que a proibição gera para o setor esportivo.
A Advocacia‑Geral da União (AGU) ampliou a programação para equilibrar a lista, que inicialmente apresentava predominância de representantes do segmento de apostas e de entidades esportivas. As empresas do ramo questionam a constitucionalidade da MP, alegando danos financeiros ao futebol nacional, enquanto o governo defende a proibição como medida de combate ao endividamento das famílias e aos danos sociais associados às apostas.
A audiência faz parte da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, proposta pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que pede a suspensão da medida provisória. Três outras ações também questionam a MP no Supremo. Não haverá decisão sobre a validade da proibição na sessão; a MP segue tramitando no Congresso, com vigência até 23 de novembro, prorrogável por mais 60 dias, e só se tornar permanente após aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado.
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Fonte: extra_globo



