FUTEBOL
Guerra jurídica no Maracanã: Flamengo e Fluminense no centro da disputa com o Vasco
📅 03/10/2026, 09:54:41📰 oglobo_globo👁 5 visualizações

Conflito legal entre Vasco e Flamengo ganha contornos intensos após a concessionária do Maracanã negar a utilização do estádio ao clube cruz-maltino na semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors, em clara violação das cláusulas de isonomia previstas no contrato de concessão.
O contrato de concessão do Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã, firmado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, estabelece regras rígidas para garantir tratamento isonômico entre os clubes cariocas. Entre as principais determinações, a cláusula 13.2 proíbe qualquer favorecimento ou discriminação, exigindo preços de aluguel uniformes e vedando a exclusividade de uso por parte de uma única agremiação.
Entretanto, apesar das garantias contratuais, o consórcio responsável pela administração do complexo recusou, mais uma vez, a solicitação do Vasco da Gama para realizar a partida da semifinal da Copa Sul-Americana, marcada para o dia 20, contra o Boca Juniors. A decisão, considerada pelos torcedores vascaínos como arbitrária, reacende uma antiga tensão entre os dois clubes, que já protagonizaram disputas judiciais por direitos de uso do Maracanã.
O edital de licitação de 2024, obtido pelo blog, demonstra que a concessão favoreceu, de forma transparente, Flamengo e Fluminense, permitindo-lhes o uso regular do estádio. Ainda assim, o documento deixa claro que a utilização exclusiva é vedada, e que pelo menos dois dos quatro vestiários devem permanecer neutros, sem identificação de qualquer clube.
A cláusula 13.2.1 permite variações de preço desde que não imponham ônus excessivo, enquanto a 13.2.2 determina que o aluguel seja cobrado de maneira isonômica para todas as competições oficiais – Série A e B, Copa do Brasil, Libertadores, Sul‑Americana e demais torneios de grande porte.
Além disso, a cláusula 13.3 assegura que as cores das áreas comuns e das cadeiras do estádio mantenham o projeto original, representando as cores nacionais e do Rio de Janeiro, impedindo que o visual do complexo seja “marcado” por uma única agremiação. Já a cláusula 13.4 autoriza a customização temporária dos vestiários e a iluminação em cores da equipe mandante, desde que mantidos vestiários neutros.
A decisão da concessionária coloca em xeque o respeito ao próprio contrato e reacende o debate sobre a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa, que garanta a igualdade de condições para todos os clubes do Estado. Enquanto o Vasco prepara sua defesa jurídica, Flamengo e Fluminense observam a situação com atenção, cientes de que qualquer violação das regras pode abrir precedentes que afetem a todos.
A partida entre Vasco e Boca Juniors, que poderia ser realizada no palco mais icônico do Brasil, agora corre o risco de ser transferida, reforçando a importância de cumprir à risca as cláusulas que regem o uso do Maracanã.
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Fonte: oglobo_globo


