FUTEBOL
Sem bet, Flamengo pode perder mais de R$ 2 bilhões em cinco anos e clube avalia cortes nos esportes olímpicos
📅 28/09/2026, 13:18:11📰 extra_globo👁 2 visualizações

A proibição das apostas esportivas no Brasil pode gerar prejuízo superior a R$ 400 milhões nos próximos 15 meses para o Flamengo, ultrapassando R$ 2 bilhões em cinco anos, e o clube já avalia reduzir investimentos nos esportes olímpicos para se adaptar ao novo cenário.
Os clubes brasileiros aguardam o convite oficial do governo federal para entender os detalhes da Medida Provisória que veda as apostas esportivas no país. A reunião, prevista para ainda esta semana, deverá acontecer antes do primeiro turno das eleições presidenciais e será decisiva para definir os rumos da medida, que tende à judicialização.
Para o Flamengo, que detém o contrato mais expressivo com uma casa de apostas, o impacto financeiro já é alarmante. A diretoria estima um prejuízo direto superior a R$ 400 milhões nos próximos quinze meses, considerando R$ 270 milhões previstos para 2027, R$ 70 milhões referentes aos últimos três meses de 2026, mais R$ 70 milhões provenientes da exploração comercial das placas de LED dos estádios e R$ 30 milhões pela baixa venda de 100 mil camisas com a marca do patrocinador master. Em um cálculo mais amplo, a perda de receitas pode ultrapassar a marca dos R$ 2 bilhões em um horizonte de cinco anos.
Independentemente do desfecho da medida governamental, os clubes já se mobilizam para mitigar os danos. A expectativa é de que os espaços antes explorados pelas casas de apostas percam valor, exigindo dos clubes novas estratégias comerciais para repor a receita perdida.
Na sexta‑feira, dia em que a proibição foi oficialmente anunciada, Luiz Eduardo Baptista, presidente do BAP, declarou que o Flamengo terá que cortar custos para se adequar à nova realidade. Nos bastidores, circulam informações de que parte desses cortes recairá sobre os investimentos nos esportes olímpicos, área que o clube sempre tratou como prioridade.
Outros clubes também sentirão o reflexo da medida. Enquanto Vasco, Fluminense e Botafogo, em processo de venda de suas SAFs, podem sofrer impactos menores, os clubes paulistas enfrentarão perdas significativas: Corinthians recebe R$ 150 milhões, São Paulo R$ 113 milhões e Palmeiras R$ 100 milhões, além das metas de rendimento. No Rio, Fluminense tem direito a R$ 58 milhões, Vasco a R$ 50 milhões – com bônus que podem elevar esses valores a R$ 86 milhões e R$ 75 milhões, respectivamente – e Botafogo a R$ 55 milhões fixos.
Conversas com executivos do setor revelam que a batalha contra as apostas já deixou marcas profundas nas finanças dos clubes. A "dinheirama" que alimentava grande parte das receitas está secando, e, no médio prazo, será imprescindível uma resposta comercial eficaz para reverter o quadro. O Flamengo, como referência no cenário esportivo nacional, está na linha de frente desse desafio.
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Fonte: extra_globo



