Terror em Medellín: jornalista relata sinalizadores, fogo e caos total antes de jogo do Fla ser cancelado

Repórter Lilly Nascimento viveu cenas de terror no Atanasio Girardot; cinegrafista sofreu queimaduras e partida foi cancelada pela Conmebol.
Minha gente, o que aconteceu em Medellín na última quinta-feira (7) foi algo que a gente nunca quer ver no futebol. O Flamengo foi até a Colômbia para encarar o Independiente Medellín pela Libertadores, mas o que rolou no Estádio Atanasio Girardot passou longe de qualquer coisa relacionada ao esporte. A repórter Lilly Nascimento, que estava no local cobrindo a partida, descreveu com detalhes o inferno que viveu nas arquibancadas e no campo de trabalho — e é difícil não sentir raiva e indignação com tudo que ela relatou.
Segundo Lilly, a tensão já estava no ar desde a chegada ao estádio, por volta das 17h. A barra brava do Medellín recebeu os próprios jogadores do clube com uma saraivada de vaias, o que já indicava que o ambiente não estava nada favorável. Mal a bola rolou — literalmente com apenas um minuto de jogo — e a torcida começou a arremessar sinalizadores em direção ao gramado, inclusive um que caiu exatamente no gol onde estava o goleiro Rossi. Antes disso, a equipe de transmissão já tinha sido alvo de lasers apontados diretamente nos olhos, numa tentativa clara de atrapalhar o trabalho jornalístico. A situação escalou rapidamente: os sinalizadores atingiram o equipamento da equipe, que pegou fogo, e a calça do cinegrafista também acabou sendo chamuscada pelas bombas que não paravam de cair. A própria Conmebol precisou intervir para retirar a equipe do local com segurança. Após cerca de uma hora e quinze minutos de paralisação, a entidade confirmou o cancelamento oficial da partida por falta de condições mínimas de segurança.
O saldo dessa loucura toda foi um cinegrafista brasileiro com queimaduras provocadas pelos artefatos jogados pela torcida colombiana — e olha que tudo isso aconteceu antes mesmo do árbitro dar o pontapé inicial oficialmente. A ESPN exibiu ao vivo a mochila destruída como prova do que a equipe enfrentou. Por sorte, apesar do susto enorme, todos os profissionais passam bem. Mas fica a pergunta: como a Conmebol permitiu que o jogo chegasse a esse ponto sem tomar providências antes? O Mengão merece respeito dentro e fora de campo, e episódios como esse mandam um recado claro de que a segurança no futebol sul-americano ainda tem muito a evoluir.



